quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A inocência



Era um domingo não posso dizer bem a data, mas  este dia ficou gravado para sempre na mente daquele pobre garoto,  que estava sentadinho na porta da casa após ter tomado  o seu banho, estava feliz  com sua roupa  nova cor de goiaba, um par de sapato preto, com o seu cabelinho partido de lado  penteado feito por sua mãe, ficava  sentado na porta em um banquinho  esperando o cabelo secar e  a olhar as pessoas que passavam na rua , o seu pai  o olhava da  janela por ordem da sua mãe para que ele não escapulisse para a rua.Como toda cidade do interior o domingo é o dia das pessoas  se arrumarem e irem a igreja, a  praça ou ao cinema, o leitor  pode achar estranho falar nesta arte, parece mentira mas naquela época em quase todas as cidade do interior tinha um cinema, para se ter uma idéia  naquele tempo ainda existia as sessões de  matinê  as crianças iam com os seus pais   assistirem   Tarzan e filme  de Karatê comiam pipoca  e depois tomavam sorvete.
Mas dentre várias pessoas que passavam muitas cumprimentavam o pai da criança que se encontravam na janela, aquele senhor sempre respondia com alegria, derepente a mãe do menino saiu da cozinha dirigiu-se até a porta da rua ficou também a fitar as pessoas que passavam, ela não sabia que aquele momento iria mudar para sempre a vida dela e daquele menino. Quando  ela levanta os olhos ver  passar pela parte debaixo da rua uma jovem senhora morena aparentemente com seu vinte e um anos, ai aquele menino na sua inocência  gritou: mãe! Olha onde tua tia vai passando! Ela olhou com os olhos cheios de lagrimas não teve força de omitir a verdade e  disse não é tua tia é sua mãe.
A criança continuou  a dizer é tua tia! A senhora com os olhos cheios de lagrima disse meu filho ela não é sua tia é  a sua mãe. A jovem senhora acenou para criança e desapareceu na esquina. Ele continuou a dizer não é minha mãe! É tua tia! Esta bem meu filho vamos entrar é tua tia! Por hoje chega.


Mário Silva