O projeto MARCO (Movimento de Arte Educação e Cultura de Ourolândia) que foi criado no ano de 2007, tem finalidade buscar despertar e provar que podemos através da arte mudar o destino de uma cidade começando pela arte, educação e a cultura, basta querermos e estarmos predispostos a dar nossa contribuição a sociedade, com iniciativas que venham a contribuir para o enriquecimento de um povo.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
sábado, 1 de outubro de 2016
O POETA AGNALDO MARCELINO GOMES E A POETISA CORA CORALINA SÃO HOMENAGEADOS NO CURSO LIVRE DE TEATRO INFANTIL DE JACOBINA -BA
O Curso Livre de Tetro Infantil prestou uma homenagem ao poeta jacobinenense Agnaldo Marcelino Gomes (AMAR GOMES) e a poetisa Cora Coralina, com um recital de poesias no dia 11 de setembro ás 19:00 horas no Centro Cultural Professor Edmundo Isidoro do Santos, os alunos-atores interpretaram diversos poemas tanto do saudoso poeta como da saudosa poetisa. Naquela noite estiveram presente a esposa, filhos, nora e netos do artista para receberem este singelo ato de reconhecimento a um filho da terra.
O Grupo Quinteto de Nove da Filarmônica Juvenil Rio do Ouro sob a orientação do Maestro Joel tocaram Hino a Jacobina letra de Doracy Lemos e música de Amado Honorato. Eles tocaram várias músicas que sensibilizaram o púbico como Aquarela do Brasil e outras.
Segundo Mário Silva É
de suma importância desde cedo os pais colocarem os seus filhos em contato com
a linguagem teatral, não com o intuito de transformarem em atores, mais para
que eles possam liberar suas energias, criatividades, fantasia através dos
jogos teatrais. O teatro possibilitará
uma viagem inesquecível pelo mundo mágico das letras, desenvolvendo a
leitura, a oralidade, a escrita e o improviso,onde todos aprenderam construindo
e se divertindo durante a construção do espetáculo seja vivenciando poesias
como fizeram ou em um espetáculo teatral
ao interpretar determinado personagem.
Este nosso projeto foi
criado na cidade de jacobina no dia 27 de março de 2003 e contamos sempre com o
apoio de alguns amigos da cultura este ano temos como parceiros, Suporte Colégio e Pré-Vestibular, Supermercado Servilar, Consesil,
Ednailson, Posto Avenida, Doutora Rocil,
Cicero Monteiro, Stúdio Almarcks, Cleval, Explosão Calçados, J. Fhaiel, ECO,
Mármore, Hotel e Restaurante das Missões.
Desde os tempos
de Platão o teatro vem sendo abordado com a intenção de educar. Historicamente,
atividades de expressão dramática eram estudadas e centradas com valores didáticos,
ou seja, o teatro tido como formador da personalidade do homem. O teatro foi um
importante instrumento educacional na medida em que difundia o conhecimento e representava,
para o povo, o único prazer literário disponível na época de Platão e Aristóteles.
Para nós que trabalhamos
com aulas de teatro infantil ficamos felizes durante o decorrer do curso ao
percebermos as transformações que acontecem na vida de cada criança, vencer timidez
por incrível que pareça é uma delas. Todos que assistiram o evento ficaram
encantados com a encenação das nossas crianças e assim e puderam notar os benefícios
do teatro na vida do ser humano.
O contato com teatro
estimula a coletividade mostrando que precisamos de todos para termos êxitos nas
nossas produções artísticas, esta linguagem teatral contribui também para o desenvolvimento da
comunicação e expressão facilitando as relações interpessoais, que assistiu ao
vento daquela noite poderá compreender o que digo.
MULHER MULHER
Agnaldo Marcelino Gomes
Mulher
não é só graça e beleza ,
É
dinamismo inteligência e luta.
É força
dedicação e amparo tudo isso e muito mais
É a
coragem dos que não se submetem
Por amor
Pela sua
condição feminina
A
prepotência dos machões.
A mulher
astuta
É a que vai a luta
É a
mulher mulher
Que sabe
qual é o seu lugar
Não se
interioriza
Nem se
iguala
Mas, se
adianta, suplanta.
Derrubando
preconceitos
Quebrando
tabus.
Ocupando
o seu espaço.
Mulher
de cuca aberta
Que sabe
a coisa certa
E a
incerta não lhe espanta
Por que
ela sabe vencer
É a
mulher mulher!
Que
dependente
Ou
independente
Sabe
florir a vida
Com o
seu grande amor.
REFAZER O AMOR
Por um mundo melhor
Há algumas coisas que precisam ser refeitas
Refazer este amor ausente
Refazer a amizade entre as pessoas
Refazer o carinho esquecido
Refazer a compreensão.
Vamos repensar uma sociedade mais humana
Esqueçamos nós mesmos
O egoísmo não conduz a nada
Devemos caminhar de mãos dadas
Unidos num só pensamento,
Num complexo fraternal
De amor puro se igual.
Esqueçamos o material.
Lembremos do
espiritual
Este sim é importante
Nos conduz ao
Onipotente
Distante
Ou aqui presente,
Este é um caminhar de alegria
Este é um marchar construtivo
Em que irmanados
Caminhamos numa só direção
Objetivando apenas o amor
Busquem a luz
Pura e radiante do Criador
(Agnaldo Marcelino Gomes)
DEITADO ETERNAMENTE
Agnaldo Marcelino Gomes
Levanta, brasileiro, levanta
Antes que a imaginação
Não deixes que levante mais.
Acorda brasileiro acorda...
Estão roubando os teus ideais,
Desperta, levanta e luta...
Já é tarde,
Muito tarde,
Mais ainda é tempo
De reorganização.
Antes de mais
nada,
É preciso ser honesto
Consigo mesmo e com os outros,
Lutar pelo bem comum,
Por um Brasil melhor,
Menos sofrido.
Ter um lar,
Uma família,
Uma cidade,
Uma Pátria
Para poder se orgulhar
E não poder se orgulhar
E não ter vergonha de ser honesto
Nem de ser brasileiro.
Desperta, levanta e luta...
Ainda há tempo
Para liberação

PARABÉNS ROSA
DOURADA
Agnaldo
Marcelino Gomes
Salve 28 de
julho
Dia de tua independência
Salve a tua
gente generosa
Porto de amor e decência
Completa hoje mais um
ano
De vitórias e alegrias
E todos
estamos felizes
Com a beleza que irradias
Nesse teu aniversário
Almejo-te um futuro glorioso
Com a ajuda do todo poderoso
Ao som do sino do campanário.
Que sejas muito feliz
Na tua histórica trajetória!
Avante pra frente e para o alto
Alcançando sempre vitórias e vitórias.
Parabéns
Rosa Dourada
Nesse
festivo 28 de julho
Parabéns
minha querida Jacobina
Minha
vida amor e orgulho.
Belezas,
tradições e cultura
Edificam
o teu trabalho e progresso
Seguirei
contigo nas páginas dos séculos
Cantando
contigo por todo o universo.
PRIMAVERA JACOBINENSE
Agnaldo Marcelino
Gomes
É a primavera
maravilhosa!
E jacobina é uma linda flor
Colorida e tão perfumosa
Flor serena do amor.
Como é bela a
natureza!
Perfume e colorido se encontram,
E Jacobina emerge na nobreza
No cenário festivo se entrelaçam.
É primavera e
Jacobina brilha
Como se fosse um concerto universal,
Ultrapassa a fantasia essa maravilha
Flores e flores é sensacional !
Verdadeira apoteose
de flores,
Flor no vale, flor na colina,
Tudo são flores, tudo são flores,
É a primavera em Jacobina.
Pura e radiante do Criador.
APENAS
UM AMOR
Amar
Gomes
Seria tão bom
Se agente encontrasse um amor
Um amor puro e verdadeiro
Para caminhar com a gente lado a lado
Neta longa estrada cheia de sofrimento e dor.
Seria tão bom
Encontrar o amor da vida da gente,
Um amor simples e carinhoso
Para nos confortar nas horas de incertezas,
Para nos dar apoio e levarmos a vida adiante.
Seria tão bom
Após o cansaço da vida retornar
Encontrar um amor de braços abertos,
Com meiguice ternos cainhos
Fazer-nos novamente forte para a vida enfrentar.
Seria tão bom
Encontrar tudo isso e muito mais
Uma generosa entrega sem esperar retorno
Um doce enlevo de prazeres mil
De onde a gente não voltar jamais.
Mas
tudo isso é apenas sonho,
Doce sonho humildemente acalentado,
Apenas um amor- será pedir demais?
Será que verei este sonho realizado?
Seria tão bom!
Edificam
o teu trabalho e progresso
Seguirei
contigo nas páginas dos séculos
Cantando
contigo por todo o universo.
Ubirajara Santos que tem dois filhos no curso atendendo ao nosso convite cantou seus novos sucessos as músicas Cama de Luar e Bahia Mulher.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
PROJETO RECITAL DE POESIAS CURSO LIVRE DE TEATRO
No dia 27 do mês de agosto, os alunos-atores do Curso Livre de Teatro Infantil, apresentaram um recital de poesias no Projeto Céu das Artes ás 19:30, o local estava lotado, as crianças mostraram ao interpretar as obrar da poetisa Cora Coralina o que aprenderam nas aulas de teatro ministradas pela Professora e Atriz Mariana Vitória Antunes de Menezes Silva e Pelo Ator,Diretor e Professor Mário Silva, a Coordenadora deste projeto é a Professora e atriz Rosa Maria Antunes de Menezes Silva.
Os artistas mirins Camila, Maria Eduarda, Arizla, Dionísio, Maíse, Paloma, João Vitor, Evelin, Hernam, Agatha, Emille,Ana Clara, Maria Carolina, Ana Paula, Kelini, Paula,Maria Helice, Naiara e Guilherme deram um verdadeiro show de interpretação emocionaram e encantaram todo público que estiveram presente naquela noite.
Assim eu vejo a
vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
,
Mãe
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Das
Pedras
Ajuntei
todas as pedras
Que
vieram sobre mim
Levantei
uma escada
Muito
alta
E no alto
subi,
Teci um
tapete floreado
E no
sonho me perdi...
Uma
estrada,
Um leito,
Uma casa,
Um
companheiro.
Tudo de
pedra...
Entre
pedras cresceu
A minha
poesia,
Minha
vida...
Quebrando
pedras
E
plantando flores...
Entre
pedras
Que me
esmagavam
Levantei
a pedra rude
Amigo
Vamos conversar
Como dois velhos que se encontraram
no fim da caminhada.
Foi o mesmo nosso marco de partida.
Palmilhamos juntos a mesma estrada.
Como dois velhos que se encontraram
no fim da caminhada.
Foi o mesmo nosso marco de partida.
Palmilhamos juntos a mesma estrada.
Eu era moça.
Sentia sem saber
seu cheiro de terra,
seu cheiro de mato,
seu cheiro de pastagens.
Sentia sem saber
seu cheiro de terra,
seu cheiro de mato,
seu cheiro de pastagens.
É que havia dentro de mim,
no fundo obscuro de meu ser
vivências e atavismo ancestrais:
fazendas, latifúndios,
engenhos e currais.
no fundo obscuro de meu ser
vivências e atavismo ancestrais:
fazendas, latifúndios,
engenhos e currais.
Mas… ai de mim!
Era moça da cidade.
Escrevia versos e era sofisticada.
Você teve medo. O medo que todo homem sente
da mulher letrada.
Era moça da cidade.
Escrevia versos e era sofisticada.
Você teve medo. O medo que todo homem sente
da mulher letrada.
Não pressentiu, não adivinhou
aquela que o esperava
mesmo antes de nascer.
aquela que o esperava
mesmo antes de nascer.
Indiferente
tomaste teu caminho
por estrada diferente.
Longo tempo o esperei
na encruzilhada,
depois… depois…
carreguei sozinha
a pedra do meu destino.
tomaste teu caminho
por estrada diferente.
Longo tempo o esperei
na encruzilhada,
depois… depois…
carreguei sozinha
a pedra do meu destino.
Hoje, no tarde da vida,
apenas,
uma suave e perdida relembrança.
apenas,
uma suave e perdida relembrança.
Mulher da Vida,
Minha irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades
e carrega a carga pesada
dos mais torpes sinônimos,
apelidos e ápodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à toa.
Mulher da vida,
Minha irmã.’
Eu Voltarei
Meu companheiro de vida será um homem
corajoso de trabalho,
servidor do próximo,
honesto e simples, de pensamentos limpos.
Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho
será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel,
a árvore de Ruth, a árvore de Roseta.
Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,
teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá,
o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens
e mulheres, ligados profundamente
ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranquilamente dentro de um campo de trigo ou
milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei…
A pedra do meu túmulo
será enfeitada de espigas de trigo
e cereais quebrados
minha oferta póstuma às formigas
que têm suas casinhas subterra
e aos pássaros cantores
que têm seus ninhos nas altas e floridas
frondes.
Eu voltarei…
servidor do próximo,
honesto e simples, de pensamentos limpos.
Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho
será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel,
a árvore de Ruth, a árvore de Roseta.
Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,
teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá,
o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens
e mulheres, ligados profundamente
ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranquilamente dentro de um campo de trigo ou
milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei…
A pedra do meu túmulo
será enfeitada de espigas de trigo
e cereais quebrados
minha oferta póstuma às formigas
que têm suas casinhas subterra
e aos pássaros cantores
que têm seus ninhos nas altas e floridas
frondes.
Eu voltarei…
Mascarados
Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranquilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranquilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.
Todas as Vidas
Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera
das obscuras!
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera
das obscuras!
Meu destino
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…
É que havia dentro de mim,
no fundo obscuro de meu ser
vivências e atavismo ancestrais:
fazendas, latifúndios,
engenhos e currais.
no fundo obscuro de meu ser
vivências e atavismo ancestrais:
fazendas, latifúndios,
engenhos e currais.
Mas… ai de mim!
Era moça da cidade.
Escrevia versos e era sofisticada.
Você teve medo. O medo que todo homem sente
da mulher letrada.
Era moça da cidade.
Escrevia versos e era sofisticada.
Você teve medo. O medo que todo homem sente
da mulher letrada.
Não pressentiu, não adivinhou
aquela que o esperava
mesmo antes de nascer.
aquela que o esperava
mesmo antes de nascer.
Indiferente
tomaste teu caminho
por estrada diferente.
Longo tempo o esperei
na encruzilhada,
depois… depois…
carreguei sozinha
a pedra do meu destino.
tomaste teu caminho
por estrada diferente.
Longo tempo o esperei
na encruzilhada,
depois… depois…
carreguei sozinha
a pedra do meu destino.
Hoje, no tarde da vida,
apenas,
uma suave e perdida relembrança.
apenas,
uma suave e perdida relembrança.
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