sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PROJETO RECITAL DE POESIAS CURSO LIVRE DE TEATRO

No dia 27 do mês de agosto, os alunos-atores do Curso Livre de  Teatro Infantil, apresentaram um recital de poesias no Projeto Céu das Artes ás 19:30, o local estava lotado, as  crianças mostraram ao interpretar as obrar da poetisa Cora Coralina o que aprenderam nas aulas de teatro ministradas pela Professora e Atriz Mariana Vitória Antunes de Menezes Silva e Pelo Ator,Diretor e Professor Mário Silva, a Coordenadora deste projeto é a Professora e atriz Rosa Maria Antunes de Menezes Silva. 
Os artistas mirins Camila, Maria Eduarda, Arizla, Dionísio, Maíse, Paloma, João Vitor, Evelin, Hernam, Agatha, Emille,Ana Clara, Maria Carolina, Ana Paula, Kelini, Paula,Maria Helice, Naiara e Guilherme deram um verdadeiro show de interpretação  emocionaram e encantaram todo público que estiveram presente naquela noite.


Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.










Mãe
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.






Das Pedras

Ajuntei todas as pedras

Que vieram sobre mim

Levantei uma escada

Muito alta

E no alto subi,

Teci um tapete floreado

E no sonho me perdi...



Uma estrada,

Um leito,

Uma casa,

Um companheiro.

Tudo de pedra...



Entre pedras cresceu

A minha poesia,

Minha vida...

Quebrando pedras

E plantando flores...



Entre pedras

Que me esmagavam

Levantei a pedra rude

                                                                      Dos meus versos...











Amigo
Vamos conversar
Como dois velhos que se encontraram
no fim da caminhada.
Foi o mesmo nosso marco de partida.
Palmilhamos juntos a mesma estrada.
Eu era moça.
Sentia sem saber
seu cheiro de terra,
seu cheiro de mato,
seu cheiro de pastagens.
É que havia dentro de mim,
no fundo obscuro de meu ser
vivências e atavismo ancestrais:
fazendas, latifúndios,
engenhos e currais.
Mas… ai de mim!
Era moça da cidade.
Escrevia versos e era sofisticada.
Você teve medo. O medo que todo homem sente
da mulher letrada.
Não pressentiu, não adivinhou
aquela que o esperava
mesmo antes de nascer.
Indiferente
tomaste teu caminho
por estrada diferente.
Longo tempo o esperei
na encruzilhada,
depois… depois…
carreguei sozinha
a pedra do meu destino.

Hoje, no tarde da vida,
apenas,
uma suave e perdida relembrança.


Mulher da Vida,
Minha irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades
e carrega a carga pesada
dos mais torpes sinônimos,
apelidos e ápodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à toa.
Mulher da vida,
Minha irmã.’




Eu Voltarei

Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho,
servidor do próximo,
honesto e simples, de pensamentos limpos.
Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho
será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel,
a árvore de Ruth, a árvore de Roseta.
Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,
teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá,
o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens
e mulheres, ligados profundamente
ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranquilamente dentro de um campo de trigo ou
milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei…
A pedra do meu túmulo
será enfeitada de espigas de trigo
e cereais quebrados
minha oferta póstuma às formigas
que têm suas casinhas subterra
e aos pássaros cantores
que têm seus ninhos nas altas e floridas
frondes.
Eu voltarei…












Mascarados
Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranquilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.





Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera
das obscuras!

Meu destino
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…


É que havia dentro de mim,
no fundo obscuro de meu ser
vivências e atavismo ancestrais:
fazendas, latifúndios,
engenhos e currais.
Mas… ai de mim!
Era moça da cidade.
Escrevia versos e era sofisticada.
Você teve medo. O medo que todo homem sente
da mulher letrada.
Não pressentiu, não adivinhou
aquela que o esperava
mesmo antes de nascer.
Indiferente
tomaste teu caminho
por estrada diferente.
Longo tempo o esperei
na encruzilhada,
depois… depois…
carreguei sozinha
a pedra do meu destino.

Hoje, no tarde da vida,
apenas,
uma suave e perdida relembrança.







quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Gotas de Sangue



A paz sumiu, tudo que não desejava apareceu.
A guerra mostrou a sombra!!!
Do  desespero !
Da  frustração !
Até a contrariedade chegou.

Tentaram roubar  meus sonhos...
Quase algemaram minha liberdade!
Jogaram-me na prisão da desilusão...

Humilharam-me,
Olharam nos meus olhos,
Disseram as regras do jogo.


O apito toca!
 Estou no jogo,
Não posso parar,
Já sei o resultado da partida.
A única chance é jogar o tempo todo...
Nunca posso descansar!

Meu coração sangra
Os fantasmas se aproximam,
Lutei com eles, a manhã inteira,
Consigo fazer uma jogada.
Afastei-os por um instante

Senti uma glória
Ainda consigo pensar!
Continuo sangrando...
Vou lutando até o fim.

Mário Silva 








sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O Nascimento do MARCO em 2007


Na primeira edição do Movimento de Arte Educação e Cultura de Ourolândia –MARCO, aconteceu nos dias 12 e 13 de dezembro de 2007, no primeiro dia do evento foram apresentados produções  culturais construídas  por meus alunos do Colégio Estadual de Ourolândia.
 Naquele momento eles recitaram poemas de Cecilia Meireles, Fernando Pessoa, Manuel Bandeira ,  Mário Quintana, Pedro Edson, apresentaram peças teatrais como por exemplo: Leilão de uma Alma. O segundo dia foi a vez dos artistas e grupos populares e folclóricos da cidade mostrarem os seus talentos como foi  caso da Banda Renascer, Aprígio do Acordeon,  Edilânia e Edvânio e o Terno das Tabaros, nesta belíssima noite contamos com a participação da Filarmônica 2 de Janeiro da cidade de Jacobina que aos cuidados do maestro Celso fez atendeu o nosso solicitação e vieram abrilhantar esse humilde projeto.






domingo, 21 de agosto de 2016

VÍDEO DA PREMIAÇÃO DO MOVIMENTO DE ARTE EDUCAÇÃO E CULTURA DE OUROLÂNDIA


Este vídeo mostra os projetos que foram selecionados no Prêmio Servidor Cidadão 2009, entre eles para a nossa felicidade está o MARCO (Movimento de Arte  Educação e Cultura de Ourolândia), até hoje não acredito que tive  um  trabalho reconhecido a nível estadual,só tenho que agradecer a Deus por  tudo, uma folha não cai de uma árvore se não for da vontade dele.Para todos envolvidos o que aconteceu foi uma prova que estamos no caminho certo e que na nossa caminhada aqui na terra temos que plantarmos flores para perfumarmos e embelezarmos  os nossos jardins e dos nossos irmãos com felicidade e sonhos de dias melhores.

Informações no link abaixo
https://servidorcidadao.wordpress.com/vencedores-2009/1%C2%BA-lugar/

http://www.portaldoservidor.ba.gov.br/sites/default/files/VServidor_04_0912.pdf



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A Roda Gigante




Estamos   na roda gigante!
 Tememos a   subida...
Quando estamos nas alturas
Queremos descer
Depois que descemos
Dar vontade de voltar...
O parque tem horário de fechar!

E amanhã não sabemos, se estaremos aqui...

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Mario Silva palestra sobre teatro


No dia 16 de Julho a convite da minha irmã, a Professora Nadiolan, estive no Colégio Professora Felicidade de Jesus Magalhães conversando um pouco com seus alunos sobre teatro, foi um momento bastante prazeroso, pois sabemos que são iniciativas desta natureza, que contribuem para difusão e compreensão da linguagem teatral no universo social em que estamos inseridos. Sou Diretor Teatral  do Grupo de Teatro Dionísio Artes, fiquei feliz com a receptividade e a participação dos alunos e pela oportunidade de poder falar um pouco  desta arte que desenvolvemos.

O Nosso Grupo de Teatro Dionísio Artes, tem a preocupação em formar novos atores, através de oficinas que desenvolve sem fins lucrativos, desde o  ano de 1995, o nome Dionísio é uma homenagem ao Deus do Teatro na Grécia Antiga. Foi de suma importância poder compartilhar um pouco da minha experiência com os discentes daquela instituição de ensino, que participaram o tempo inteiro com com perguntas, solicitei alguns para participarem de um  improvisos teatral que se prontificaram imediatamente.