quinta-feira, 28 de julho de 2016

Se Os Tubarões Fossem Homens, por Bertold Brecht


25 de February de 20
Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.
Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.
Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.
Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.
Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.
Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.
Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.
As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos
Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.
Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos.
Também haveria uma religião ali.
Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.
Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.
Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.
Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

sábado, 23 de julho de 2016

Peça Teatral Uma Consulta

O Grupo de Teatro Cultura Jovem  apresentou no dia 23 de julho as 19:30 horas  no auditório do  CEU, a peça teatral Uma consulta, texto de Arthur e direção Manuel Farias, o espetáculo mostrou a história de  uma mulher viúva que foi fazer uma consulta médica de rotina e acabou entrando no escritório de um advogado por engano. O "Doutor" não conseguiu desfazer o engano, ficou encantado com a beleza daquela mulher.Durante a consulta a paciente desabafa com o falso médico contando  suas angústias e sofrimento,assim se passa o desenrolar da história que tem tem como gênero comédia. A encenação da peça segundo Farias: foi resultado de um projeto de oficina de teatro realizada por ele  no bairro da Catuaba.
                   
O DOUTOR: Isto é insuportável! Não tenho licença de estudar?... Mora cá por cima um médico velho, que tem a mania de louça antiga. É um colecionador! Quer pendurar enormes pratos à parede, tem a vista cansada, e de vez em quando é isto que se vê... Quero dizer; que se ouve!


A SENHORA: Julguei encontrar aqui um homem de cabelos brancos e venerando aspecto... Se o Dr, tivesse sessenta anos, eu com certeza estaria mais senhora de mim...


O DOUTOR: Esmague-me a seus pés, mas tenha alguma tolerância por uma falta de que V. Exª. foi a principal culpada. Antes de vê-la eu tinha ao menos o espírito tranqüilo... Agora, que eu vou perdê-la para sempre, adeus, trabalho! Adeus, glória!... Vá, minha senhora, vá, e leve consigo esses despojos... A minha alma, o meu coração, a minha inteligência!


O DOUTOR: Ainda não. Oh! como são felizes os médicos!...


quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Homem e o Guarda-Chuva




Os pingos da chuva caiam em cima do guarda-chuva.
O homem apenas  olhava com o olhar sereno, a chuva que caia!
Diante dos seus olhos apareceram imagens nefastas que misturavam.
A dor, sonho, a desilusão e o sofrimento.
Homens, crianças e animais disputavam o mesmo prato na ladeira do mercado.
Alguém  jogava caixa vazias com restos  alimentícios.
Era difícil saber quem pegava primeiro.
Perante aquela cena dolorosa o artista não sabia se pintava um quadro, fazia um  poema ou chorava.
Ele  resolveu denunciar  pintando!
O homem com o seu guarda-chuva são testemunha desta verdade ...
Seus olhos encheram de lágrimas ao ver aquela obra...
A noite estava chuvosa!
Os olhares piedosos jamais saíram da sua mente!
A chuva  continuou ......
O homem seguiu o seu caminho carregando o seu guarda-chuva...
Mas aquela cena cruel,. jamais esquecerá.

14/06/2016
Mário Silva





Oficina de Teatro do Grupo de Teatro Dionísio Artes 2016 em Jacobina- Ba



Oficina de Teatro Dionísio Artes

O Grupo de Teatro Dionísio Artes, desde a sua origem traz como uma das metas difundir o máximo possível suas atividades teatrais,  para isso além das  peças que são encenadas , o  grupo desenvolve  projeto beneficentes de oficinas de teatro desde o  ano de 1995 com o objetivo de oportunizar crianças, jovens e adultos  de qualquer idade conhecer a linguagem teatral mostrando que  é possível  modificar a sociedade com nossa arte, expressando  o que sentimos,pensamos, nossas dores, aflições, desejos e anseios. 
Foto 1: Rosa Maria A. Menezes Silva
Os particpantes da oficina deste ano são: Mariana Vitória Antunes de Menezes Silva, Raimundo Oliveira Rosa Neto, Kaylla Victória Santos Vasconcelos, Larissa Beatriz Carvalho de Souza, Pablo Luiz Pereira Ferreira Barreto, Uillian Pereira de Oliveira, Bruna Isabel Santos Cruz, Vanielly Samara da  Silva, Helena Mara Santos Costa,  Ana Paula C. de Jesus, Joabe Souza Santos, Tamara Matos, Samara Carine Silva de Almeida, Daniela S. Santos, Ramille L. F. Gomes Júnior, Luiz Felipe Neves da Silva, Daniela S. Santos, Luan Vitor Dias dos Santos, Pablo de Souza Coelho, Itamar Lopes Cerqueira, Itamara de Jesus Matos, Maísa Ferreira da Luz, Caroline Araújo Loula Gomes, Gabriel Carvalho dos Santos, Guiven Guilherme C. da Silva, Lucas Carvalho dos Santos, Stephany Cerqueira Nunes, Naylla Antonille P. Ribeiro, Jonatas Souza Santos, Luiza Alves, Deni Barbosa dos Santos, Maria Eduarda dos Santos, Maria Luiza Santos

Foto 2: Rosa Maria A. Menezes Silva

Quem nunca sentiu a vontade de ser outra pessoas? Você já se imaginou como este ou aquele personagem de um filme, novela ou peça de teatro?  Quem já  brincou de faz de conta? O teatro é uma linguagem artística que possibilita a todos  se transportarem para o mundo mágico da imaginação e da fantasia, mas não é só colocar um figurino ou uma peruca e está pronto, se fosse assim seria muito fácil, para ser um ator  precisamos nos dedicar de corpo e alma ao nosso trabalho. Criar um personagem não é fácil exige muito trabalho e dedicação, para quem está assistindo a uma peça  nunca imagina que existe um investimento de várias  vidas  para que a realização de um espetáculo teatral. 
Foto 3: Rosa Maria A. Menezes Silva

As oficina  de teatro servem para capacitar e formar novos atores,   para que esta arte continue a existir é preciso incentivar e investir  na formação tanto de novos   atores e espectadores, essa é uma das preocupações do nosso grupo. O   teatro é um jogo de palavras, emoções e sentimentos e nessa disputa ninguém joga sozinho. Desde o primeiro momento desta oficina  que estou ministrando desde o dia 04 de abril, os integrantes  vivenciam os  jogos teatrais e dramáticos,  e  compartilham momentos de construção de experiências como por exemplo: a criação de peças coletivas, encenação de esquetes. Mas como todo jogo envolve regras, disciplina e assiduidade  durante o desenvolvimento do projeto os envolvidos irão descobrir que fazer teatro é uma arte prazerosa  mas  que precisa conhecer as suas respectivas técnicas.
Foto 3: Rosa Maria A. Menezes Silva

A palavra oficina define o local de uma atividade laboral, principalmente manual ou artesanal, tal como a que desenvolve um eletricista ou um mecânico. Provém do latim “ opificium”,, derivada de “opificis”, artesão, que se formou, por sua vez, mediante a justaposição de “opus”, obra e “facere” fazer. Muitas palavra de nossa língua procedem de “opificium e seus derivados tais como: oficio, oficial e oficioso. Quanto a oficina, usamos essa palavra em português para designar um lugar de trabalhos técnicos ou manuais, como mecânica, eletricidade, carpintaria e outros. Em espanhol designa um local de escritório, realizados em órgãos públicos ou iniciativa privadas. Figurativamente refere ao lugar onde se verificam grandes transformações; um local ou sessões de encontros (meeting) entre profissionais e/ou estudantes para solução de problemas comuns: oficina de literatura; oficina de música; etc.
Foto 4: Rosa Maria A. Menezes Silva


Uma oficina de teatro possibilita aos jovens compartilhar as experiências respeitando o espaço do outro, como também respeitar as diferenças e as diversidades cultual  que existente entre os seres humanos, é um momento também de fazer um autoconhecimento de si mesmo buscando compreender o seu papel na sociedade para poder entender que através desta linguagem artística podemos  manifestar nossos pensamentos e sentimentos. De acordo com Peixoto 195, p12 “desde cedo os homens sentem a necessidade do jogo, e no espirito lúdico aparece a incontida ânsia de “ser  outro”.
Foto 5 - Rosa Maria A. Menezes Silva
O termo “oficina” pode ser usado como transformação o teatro é uma arte que contribui para melhoria do ser humano espiritualmente, intelectualmente tornando-o uma pessoa mais confiante desinibida, sensível e critica. É bom salientar que o teatro é comunicação para isso exige um grande trabalho de preparação de expressão corporal, expressão vocal  e concentração para poder agir e pensar rápido diante do espectador  para muitos que está iniciando nessa arte enfrentar público é vencer o medo de falar para qualquer plateia. Os exercícios desenvolvidos nas oficinas despertam a percepção corporal, a percepção propriocetiva e o exteriocptiva.
Foto 6- Rosa Maria A. Menezes Silva
 No decorrer destes 21 anos muitos jacobinenses já foram beneficiados pelos trabalhos desenvolvidos por nosso Grupo de Teatro  Dionísio Artes,seja assistindo  as nossas peças teatrais ou participando das oficinas que oferecemos a comunidade gratuitamente para  contribuirmos na formação de um mundo melhor e mais igualitário para todos oferendo o que sabemos fazer de melhor que é o nossa  arte de representar.

Texto de Mário Silva 
Ator e Diretor de Teatro

segunda-feira, 16 de maio de 2016

SEMANA SANTA EM NOVA JERUSALÉM EM 2017- SAÍNDO DE JACOBINA-BA

É com imenso prazer que convidamos você para ir conhecer a PAIXÃO DE CRISTO em Nova Jerusalém, reserve já a sua vaga, fale urgente com Mário Silva e Rosa Maria.

quarta-feira, 30 de março de 2016

DIONISIO ARTES APRESENTOU A PAIXÃO DE CRISTO EM JACOBINA- 20 DE MARÇO DE 2016



GRUPO DE TEATRO DIONÍSIO ARTES ENCENOU A PAIXÃO DE CRISTO EM JACOBINA

O Grupo de Teatro Dionísio Artes apresentou  pela 4ª vez consecutiva Peça Teatral: O Martírio. A Morte e a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo sob a Direção de Mário Silva, a encenação aconteceu no dia 20 de março de 2016 ás 20:00 horas  na Praça Dr. Miguel Calmon, no local  foram montados cenários como o castelo do Governador Pilatos e do Rei Herodes, além de contar com o cenário natural que serviu para encenação de cenas marcantes como o Sermão do Monte, A Santa Caia, A Tentação de Jesus, a Via Sacra, a Crucificação e Ressurreição de Jesus. Este ano o espetáculo foi visto por mais de 3.000 pessoas, que se emocionaram do começo ao fim do espetáculo. O papel de Jesus foi interpretado pelo ator José Inácio Gomes de Oliveira Júnior que emocionou todos os assistiram aquela encenação dos últimos momentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.








Jesus( Inácio Júnior)perante Pilatos ( Ivan Aquino)


Soldado mostra a crueldade que fez com Jesus a Pilatos

Jesus sendo conduzido ao calvário






Herodes ( Mário Silva)  Jesus ( Inácio Júnior)

Príncipe ( Antônio Silva) Rei Herodes Mário Silva



Dançarinas de Herodes