sexta-feira, 19 de junho de 2015

JACOBINA É ISSO E MUITO MAIS



JACOBINA É A CIDADE
DE UM POVO INTELIGENTE
SOCIÁVEL, HOSPITALEIRO
QUE ABRIGA A NOSSA GENTE
NATIVO OU FORASTEIRO
EXTRAORDINARIAMENTE 

UMA CIDADE ATRAENTE
PELO SEU POTENCIAL
HISTÓRICO, EDUCATIVO
ARTÍSTICO E CULTURAL
FOLCLÓRICO E FESTIVO
AGRÍCOLA E MINERAL

HÁ COMÉRCIO INFORMAL
E FORMAL NO DIA-A-DIA
A CLASSE EMPRESARIAL
EQUILIBBRA A ECONOMIA
PORÉM DA INDUSTRIAL
É PEQUENA A FATIA

SE  EXERCE LITURGIA  
CULTO E RELIGIÃO
DIREITO DE IR E VIR
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
PODE SE ENCONTRAR AQUI
PAZ, AMOR E UNIÃO

TEM NA SUA REGIÃO
CAATINGA, MONTES, CHAPADA
MONTANHAS E CACHOEIRA
RIACHO, RIO E AGUADA
SERRA, GRUTA, CORDILHEIRA
É POR TUDO ISSO LEMBRADA

TAMBÉM PELA MARUJADA
QUADRILHA DE SÃO JOÃO
ANIMADA MICARETA
QUE É A FESTA DO POVÃO
DESTAQUE PARA RETRETA
LÁ NO ALTO DA MISSÃO

ACOMPANHA A PROCISSÃO
A BANDA 2 DE JANEIRO
E TAMBÉM A RIO DO OURO
VÃO SEGUINDO O ROTEIRO
POR EXTENSO LOGRADOURO
COM O FIEL E O ROMEIRO

SOBE ATÉ O CRUZEIRO  
PARA PROMESSA PAGAR
ISSO NA SEMANA SANTA
TORNOU-SE PECULIAR
É DEVOÇÃO QUE ENCANTA
SE O LEITOR OBSERVAR

VOU ENTÃO SINTETIZAR
A MINHA COMPOSIÇÃO
A JACOBINA É MAIS
QUE A SIMPLES NARRAÇÃO
QUE INSERI NOS ANAIS
PRA FUTURA GERAÇÃO



AUTOR: ISMAEL GUEDES PEREIRA

terça-feira, 16 de junho de 2015

Nesse sofrido torrão



Ô Vivi Meu camarada
Hoje mudei a toada
Atendi sua chamada
Pra cumprir uma missão
Versejar sobre o sertão
E essa seca inclemente
Que assola diariamente
Esse sofrido torrão

Os meses vão se passando
O sol ardente queimando
E o povo lastimando
É grave a situação
Tá morrendo a plantação
Aguadas não existem mais
Já morrem os animais
Nesse sofrido torrão

Cá no sertão da Bahia
Já não existe alegria
Pois a seca todo dia
Vem castigando o sertão
No brejo e no chapadão
Caatinga não tem mais nada
Tanta terra arrasada
Nesse sofrido torrão

Morre a rama e o capim
A batata e o aipim
O lavrador diz assim
Meu  Deus dai a solução
Mandai chuva pra o sertão
Pra se plantar e colher
E a gente poder viver
Nesse sofrido torrão

Não se ouve de manhã
O cantar da Jaçanã
Nem o coaxar da rã
Pois secou o ribeirão
É grande a desolação
Desse povo sertanejo
Ao ver todo o seu desejo
Fenecer nesse torrão



Pros lados do Xororó
Nem jacu e nem socó
Já não tem mais curió
Nem ave de arribação
Dá uma dor no coração
A realidade é triste
Forte é o povo que resiste
Nesse sofrido torrão

Nesse panorama eu vejo
Como sofre o sertanejo
Quando acaba o seu manejo
Ao morrer o alazão
Cavalo de estimação
E a vaca Salomé
Com o bode barnabé
Nesse sofrido torrão

Diante desse relato
O sertanejo de fato
Diz “é o momento exato
De deixar  esse sertão”
Com tristeza e comoção
Deixa os filhos e a mulher
Seja lá o que Deus quiser
Adeus sofrido torrão.


Autor Ismael Guedes Pereira

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Para Afugentar Muriçoca



Meu amigo que está lendo
Não  sou de fazer fofoca
Mas eu sei de uma receita
Pra espantar muriçoca
Quem me deu foi Marieta
Que chegou de Maçaroca

De posse de uma taboca
Na hora que for dormir
Bote embaixo da cama
Deite e vá se cobrir
Ela reconhece a trama
E trata logo de 

Assim fez a Magali
E obteve resultado
E retirou a taboca
Cheinha de lado a lado
Só não entrou a muriçoca
Que já tinha viajado

Já o amigo Edivaldo
Trata delas diferente
Boa noite e sentinela
Sempre lhes dá de presente
Abre todas as janelas
E elas fogem bem contente

Meu vizinho Zé Vicente
Já as tratam com cuidado
Veio da roça certo dia
Trazendo um saco amarrado
Adivinhe o que havia
Era estrume de gado

Eu fiquei encabulado
E comecei a sorrir
Ele disse qual a graça?
Sabe pra quê isso aqui?
Vai pro fogo e com a fumaça
Elas tratam de fugir

O camarada Didi
Ele que é bem seguro
Se põe a catar mulambo
Ali perto do Monturo
Sem dormir já anda bambo
Faz um fogo no escuro

Assim mesmo sem futuro
Diz que isso é uma desgraça
E queimando aquilo tudo
Se transforma em fumaça
A danada diz “me mudo!”
Enquanto a fumaça passa

E a Maria das Graças
Ostentando o seu dinheiro
Liga o ar-condicionado
Coloca o mosquiteiro
De ventilador ligado
Acaba seu desespero

Mas gastou no mês inteiro
O que no ano eu gastaria
A Coelba a multou
Por consumo de energia
E quando a conta chegou
A muriçoca só ria

Eu não sei o que eu faria
Se eu fosse presidente
Quem sabe eu criaria
Uma bolsa-repelente
Assim eu garantiria
Mais sossego pra essa gente

Encerrando aqui contente
Essa nossa boa troca
O poeta Ismael
Vai fechar a sua oca
Pois poeta de cordel
Também teme muriçoca 



Autor Ismael Guedes Pereira